Como a Inteligência Emocional pode ajudar atletas

Gosto de assistir a jogos de tênis. Joguei em um tempo bem distante.

Admiro, atualmente, dois jogadores Carlos Alcaraz e Novak Djokovic.

Assisti o último confronto dos dois nas quartas de finais do Open da Austrália. A partida durou 3h 37min.

Além de ver meus ídolos jogarem, a partida teve momentos belíssimos e momentos fora de controle.

Este é o motivo deste artigo: como controlar as emoções ajuda na profissão, em jogos e na vida pessoal. O uso da inteligência emocional.

No primeiro set, a partida foi normal, com os dois jogadores atuando bem. Ao final desse set, Djokovic pediu atendimento médico e retornou com uma bandagem na coxa.

Alcaraz ganhou o primeiro set e Djokovic se preservou. Alcaraz, a partir daí, não jogou mais como sempre fez. Parecia que estava sentindo as dores do colega e deixou de ser agressivo e rápido em suas investidas.

Com mais idade e muita experiência, Djokovic não se abalou e foi superando seus limites físicos com resiliência. Aliás, ele é um jogador que cresce mais na adversidade.

No final, Alcaraz voltou a jogar melhor, mas não conseguiu mais superar o adversário. Ganhou o jogo quem soube controlar suas emoções, confiar em si mesmo e se concentrar mais.

Infelizmente, Djokovic teve que desistir no outro jogo por causa de sua lesão, não indo para a final do Open Australiano.

Situação parecida aconteceu na final feminina entre Aryna Sabalenka, número 1 do Tênis, e Madison Keys, 19º lugar na posição.

Sabalenka perdeu seu controle emocional ao ver que a adversária neutralizou suas jogadas e era muito ágil nos retornos.  Chegou a bater sua raquete, várias vezes, em outras raquetes suas.

Aprecio também de ver Sabalenka jogar. Ela tem muita maturidade e espontaneidade. É tão espontânea, que chorou muito no final da competição, sem esconder sua frustração. Infelizmente, também não soube controlar seu jogo.

Ganhou a americana Keys. Primeiro título de Grand Slam após 46 participações. Muita resiliência.

Disse que contratou um mentor para ajudá-la em sua preparação mental, pois fisicamente e tecnicamente estava pronta para jogar. Sua felicidade era radiante e contaminava todos. Parabéns.

Em jogos profissionais, em competições dentro de empresas, em discussões familiares, ao usarmos a inteligência emocional, geriremos nossas próprias emoções para alcançar um objetivo pessoal ou coletivo.

Como fazer isso:

1 – Conhecer-se mais.

2 – Refletir sobre sua motivação e o que deseja da vida.

3 – Aplicar técnicas de controle, relaxamento, meditação e respiração adequada.

4 – Mostrar-se calmo em momentos desafiantes.

5 – Analisar seus erros e modificar suas atitudes.

6 – Confiar mais em si mesmo.

7 – Procurar conhecer mais seus pares para melhor agir.

Complemento o artigo com o pensamento de Augusto Cury: Ser ator ou atriz principal no teatro da vida não significa não falhar ou não chorar, mas ter habilidade para refazer caminhos, coragem para reconhecer erros, humildade para enxergar limitações e força para não ser aprisionado pelos pensamentos pessimistas e emoções doentias.

Excelente 2025 para você.

One Comment

  • Este artigo trata de um tema apaixonante. O uso da inteligência emocional. Sua abordagem foi muito apropriada tendo como pano de fundo um jogo de tênis e seus protagonistas. Importante nós aprimorarmos no dia a dia com prática e dedicação.
    Parabéns.
    Um grande abraço.

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